A Sociedade Israelita das Sendas Antigas – SISAEN reconhece e professa os seguintes princípios doutrinários:

I – ELOHIM, O CRIADOR

Cremos em Elohim, o Pai, como o único e verdadeiro Elohim. O Eterno é Um, indivisível e absoluto em Sua soberania. Reconhecemos que esteve sozinho na obra da Criação e que é referido nas Escrituras pelos títulos de Eterno, Adonai e Altíssimo. Entendemos que o Nome Sagrado encontra-se atualmente impronunciável, sendo expressões como Jeová, Yahweh, Javé, Yavé e outras apenas referências convencionais ao Nome, sem representar sua pronúncia original.

II – YESHUA, O MESSIAS

Cremos que Yeshua é o Messias prometido a Israel, nascido de Miriam e Yosef em Beit Lechem (Belém da Judeia), cumprindo as profecias referentes à primeira vinda do Messias. Em sua primeira manifestação veio como Messias Ben Yosef, o Servo Sofredor; em sua segunda vinda retornará como Messias Ben David, o Rei da Justiça. Cremos que atualmente encontra-se ressuscitado nos céus, exercendo o sacerdócio celestial como mediador entre Elohim e Seu remanescente.

III – A RUACH HAKODESH

Cremos que a Ruach HaKodesh é o Espírito do próprio Elohim e não uma terceira pessoa distinta. Rejeitamos as doutrinas do trinitarismo, binitarismo, modalismo e quaisquer concepções incompatíveis com a unidade absoluta do Eterno. Reconhecemos que a função da Ruach HaKodesh é testificar a verdade, confirmar os eleitos e conduzi-los à obediência da Torá.

IV – O POVO DE ISRAEL E O SEU REMANESCENTE

Cremos que Israel é o povo escolhido do Eterno e que não houve substituição de Israel por qualquer outra instituição religiosa. Reconhecemos Israel como povo da aliança e os israelitas nazarenos como seu remanescente fiel.

V – AS SAGRADAS ESCRITURAS – TANAKH E KETUVIM NETZARIM

Cremos que o Tanakh constitui a única Escritura plenamente ditada e inspirada por Elohim, sendo formado pela Torá, Profetas e Escritos. O Tanakh é nossa autoridade máxima em matéria de fé, prática e doutrina.

Reconhecemos os Ketuvim Netzarim como registros históricos e haláchicos da vida de Yeshua e de seus discípulos, servindo como testemunho da fé nazarena e instrumento de compreensão da prática comunitária do primeiro século.

VI – A TORÁ

Cremos que a Torá é a Constituição do Reino de Elohim e deve ser observada por todos aqueles que desejam viver sob Seu governo. Seus mandamentos, estatutos e juízos constituem o padrão de vida para o povo do Eterno.

VII – TESHUVÁ

Cremos que a Teshuvá é um processo contínuo de arrependimento e transformação espiritual. Tem início com a fé em Elohim, o reconhecimento do pecado, o estudo e a prática da Torá, culminando na Tevilá e na imposição de mãos para dedicação da vida ao serviço do Eterno.

VIII – AS QUATRO QUEDAS ANGELICAIS

Cremos na existência de quatro grandes rebeliões angelicais registradas na tradição das Escrituras:

a) A queda associada à rebelião de HaSatan;

b) A queda ocorrida no Jardim do Éden;

c) A queda dos Vigilantes que abandonaram sua posição original;

d) A queda dos anjos designados às nações após Babel, que conduziram os povos à idolatria.

IX – A CONGREGAÇÃO ISRAELITA NAZARENA

Cremos que a Congregação Israelita Nazarena foi edificada por Yeshua HaMashiach, que é sua cabeça e autoridade suprema. Teve sua origem em Jerusalém e permanece viva até os dias atuais, conforme a promessa de que as portas do Hades não prevaleceriam contra ela.

X – O SISTEMA DE GOVERNO CONGREGACIONAL

Cremos no modelo congregacional de governo, em que cada congregação local possui autonomia administrativa e financeira, preservando a unidade doutrinária com as demais congregações filiadas à SISAEN.

XI – MINISTÉRIO E NÃO HIERARQUIA

Cremos que Yeshua instituiu ministérios para a edificação da congregação, mas não estabeleceu uma hierarquia espiritual entre os servos. Os ministérios são dons concedidos para serviço e não títulos de superioridade.

XII – DISCIPLINA

Cremos que a disciplina congregacional deve ser exercida pela assembleia local reunida, observando os princípios das Escrituras. A admissão, correção, suspensão ou exclusão de membros compete à congregação reunida em Assembleia Geral.

XIII – ALMA E ESPÍRITO

Cremos que a alma humana manifesta-se em cinco níveis: Nefesh, Ruach, Neshamah, Chayah e Yechidah, cada qual desempenhando funções específicas relacionadas à existência física, moral, intelectual e espiritual do ser humano.

XIV – RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

Cremos em duas ressurreições:

a) A primeira ressurreição destinada aos eleitos;

b) A segunda ressurreição destinada ao julgamento dos justos e injustos.

XV – BRIT MILÁ E TEVILÁ

Cremos na importância da Brit Milá como sinal da aliança e da Tevilá por imersão como ato de arrependimento, purificação e ingresso na Comunidade de Israel.

XVI – A PESSACH

Cremos que Yeshua celebrou a Pessach e cumpriu seu significado profético como o Cordeiro de Elohim. Reconhecemos também a prática do lava-pés como parte da celebração da Aliança Renovada.

XVII – AS FESTAS DO ETERNO

Cremos na observância das festas estabelecidas pelo Eterno em Levítico 23, bem como na celebração de Purim, Hanuká, da Festa de Hanokh e do Seder Mashiach, conforme a tradição preservada pela comunidade.

XVIII – ALIMENTAÇÃO KOSHER

Cremos que o corpo humano é templo da Ruach HaKodesh e, portanto, deve ser preservado segundo os princípios alimentares estabelecidos na Torá.

XIX – TSEDAKÁ E OFERTAS DE JUSTIÇA

Cremos que a obra do Eterno deve ser sustentada por contribuições voluntárias, realizadas com alegria e livre disposição do coração, jamais por constrangimento ou imposição.

XX – A MORTE E RESSURREIÇÃO DE YESHUA

Cremos que Yeshua morreu, foi sepultado e permaneceu no sepulcro durante três dias e três noites, cumprindo o sinal de Yonah, ressuscitando ao final do Shabat.

XXI – PROFECIAS E SINAIS DOS TEMPOS

Cremos no cumprimento das profecias bíblicas e na manifestação futura do Grande Dia de Adonai, quando o Messias estabelecerá Seu reino sobre toda a Terra.

XXII – A TERRA

Cremos que a Terra será restaurada e renovada, tornando-se novamente um paraíso sob o governo do Reino Messiânico.

XXIII – OS 144 MIL

Cremos que os 144 mil representam os israelitas selados que compõem o remanescente fiel da Congregação do Messias.

XXIV – A GRANDE MULTIDÃO

Cremos que a Grande Multidão é formada pelos povos das nações que se unem a Israel e passam a integrar a Comunidade da Aliança.

XXV – A NOVA JERUSALÉM

Cremos que a Nova Jerusalém representa a plenitude do Reino Eterno e a consumação da redenção prometida por Elohim.

XXVI – A UNIÃO DAS DUAS CASAS DE ISRAEL

(Mantido conforme o texto original do regimento.)

XXVII – VIDA APÓS A MORTE

Cremos que, após a morte, o corpo retorna ao pó e o espírito retorna ao Eterno. Reconhecemos o Sheol como local de espera até a ressurreição dos mortos.

XXVIII – O TEMPLO

Cremos que o Templo será restaurado no Reino Messiânico e que Jerusalém será o centro do governo do Messias sobre as nações.

XXIX – DONS ESPIRITUAIS

Cremos que os dons espirituais permanecem ativos na comunidade dos fiéis até a vinda do Messias.

XXX – AS SETE TROMBETAS E AS SETE TAÇAS

Cremos no cumprimento futuro das profecias relativas às sete trombetas e às sete taças da ira de Elohim, precedendo o estabelecimento definitivo do Reino Messiânico.

XXXI – O ARMAGEDOM

Cremos na batalha final entre as forças do bem e do mal, culminando na vitória definitiva do Messias e no estabelecimento de Seu Reino.

XXXII – O MAR DE VIDRO

Cremos que o Mar de Vidro constitui o local de reunião e proteção dos vencedores da Grande Tribulação antes da consumação dos eventos finais.

XXXIII – AS SETE ERAS DA CONGREGAÇÃO ISRAELITA NAZARENA

Cremos que a história da Congregação Israelita Nazarena pode ser compreendida em sete eras proféticas, desde a era apostólica até a restauração final do remanescente.

XXXIV – ORAÇÃO E JEJUM

Cremos na prática diária da oração, por meio do Sidur e das orações espontâneas, bem como na disciplina espiritual do jejum realizado com sinceridade e humildade diante do Eterno.

XXXV – KIPÁ E VÉU

Cremos na utilização de cobertura adequada da cabeça durante os atos de devoção e culto. Os homens utilizam kipot tradicionais que cubram a cabeça de forma respeitosa, enquanto as mulheres utilizam véu ou cobertura apropriada que preserve os princípios de modéstia adotados pela comunidade.

XXXVI – OS ESCRITOS DO SEGUNDO TEMPLO

Cremos que os Escritos do Período do Segundo Templo constituem importante testemunho histórico, religioso e profético da fé de Israel entre os séculos que antecederam e acompanharam a manifestação de Yeshua HaMashiach. Reconhecemos o valor de obras como I Enoque, Jubileus, Testamento dos Doze Patriarcas, Tobias, Judite, I a IV Macabeus, Baruc, IV Esdras, Apocalipse de Baruc, Livro dos Gigantes e outros escritos preservados pela tradição judaica antiga. Embora não possuam a mesma autoridade da Torá, servem como fonte de estudo, contexto histórico e compreensão das crenças do Judaísmo do Segundo Templo e da Congregação Nazarena primitiva.

XXXVII – A GUERRA DE GOGUE E MAGOGUE

Cremos que haverá uma grande guerra profetizada nas Escrituras, conhecida como a Guerra de Gogue e Magogue, na qual as nações da Terra se levantarão contra Israel e contra o governo do Messias. Este conflito ocorrerá conforme determinado pelo Eterno e culminará na manifestação de Seu poder e justiça. O Eterno pelejará por Seu povo e demonstrará Sua soberania diante de todas as nações, preparando o estabelecimento definitivo do Reino Messiânico.

XXXVIII – HASATAN

Cremos na existência de HaSatan como adversário e acusador, líder das forças espirituais rebeldes que se opõem ao propósito do Eterno. Entendemos que HaSatan é uma criatura e não possui atributos divinos nem poder equivalente ao do Criador. Sua atuação é temporária e limitada pela vontade do Eterno. No fim dos tempos será definitivamente derrotado e julgado, juntamente com todos os espíritos rebeldes que o seguiram.

XXXIX – O PLANO DE SALVAÇÃO

Cremos que o Plano de Salvação foi estabelecido pelo Eterno desde a fundação do mundo. A salvação é oferecida mediante a Emunah (fé), a Teshuvá (arrependimento), a obediência à Torá e a aceitação de Yeshua HaMashiach como o Messias prometido de Israel. A Tevilá constitui o sinal visível desta aliança. A perseverança na santidade, na justiça e nos mandamentos do Eterno é necessária para permanecer firme até o fim e participar da ressurreição dos justos.

XL – O SISTEMA POLÍTICO E RELIGIOSO

Cremos que os governos humanos e os sistemas religiosos das nações são temporários e imperfeitos. O único governo perfeito será o Reino Messiânico estabelecido por Yeshua HaMashiach após Sua vinda. A Congregação Israelita Nazarena deve respeitar as autoridades constituídas, desde que não contrariem os mandamentos do Eterno. Rejeitamos sistemas religiosos que substituam a Torá, promovam idolatria ou afastem os homens da verdade revelada por Elohim. Aguardamos o dia em que Jerusalém será o centro espiritual e administrativo de toda a Terra, sob o governo do Messias.